Sentimentos são tão confusos mas ao mesmo tempo tão gloriosos. Há quem diga que somente o fato de sentir já é o bastante para se ter uma plena vida, afinal nada mais justo. Sentir o mundo, as pessoas, as coisas, sentir. A reflexão, por si só, também é outra coisa que mescla conflitos e apresso. Refletir é pensar, é questionar, saber identificar os valores que o cercam, as situações em que lhe são colocadas, indagar.
Essa balbúrdia, a tempos, me perturba um pouco a cabeça. Conviver com outras pessoas, vivenciar situações, ter novos caminhos a cruzar. Passar a sentir e refletir sobre coisas diferentes as que, a anos, você estava condicionado a viver não é a mais simples das tarefas, e requer tempo, e uma boa pitada de imaginação. Acredito que essa seja um artifício que venho usando com grande constância.
Não, jamais esqueci de vocês ou das nossas emoções vividas, jamais abandonei nossas conversas, conflitos, bobagens. Nunca. Sempre foram e sempre estarão sendo parte efetiva de uma história que está apenas começando.
Talvez, daqui pra frente, ou depois de um bom tempo, que demonstre-me relativa 'estabilidade', as coisas mudem de figura, aspecto, ângulo. Talvez tudo passe a ser novo, diferente. Provável. Mas a mesma vida que é marcada pelo sentir e refletir é cercada de tantas possibilidades, prováveis tragetórias, que é praticamente impossível prever acontecimentos futuristas.
Então, ficamos com essas palavras do presente, de um menino homem que anda acordando inspirado o bastante para mergulhar num mundo de palavras. Um mundo onde tudo possa ser possível, onde os sentimentos e as reflexões são a chave para uma coisa muito maior. Aguardemos, portanto, a chegada dessa surrealidade para o mundo factual, quando, ai sim, poderei dizer que pude encontrar a mescla perfeita.
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