Em dias de monotonia, a gente tem que se acostumar com a vida parada. Nessas reta final, poucos dias pro Natal, andei pensando sobre algumas coisas. Na verdade, pensar sobre algumas coisa é o que eu ando fazendo constantemente nesses últimos tempos. Sabe, eu já estou querendo falar sobre isso a um tempo, mas nunca tenho esse tempo que tanto queria. E como hoje tive esse tempo, então vou falar. Vou mesmo. Não existe mais Natal.
E o píor é que é verdade. O "Natal" que conhecemos hoje não é mais aquela festa religiosa de tempos passados, em que realmente se comemorava o nascimento de um Deus. A festa que hoje vivenciamos não passa de uma comemoração moldada pelos preceitos capitalistas que comandam as rédeas do feriado. Em que momento que paramos para pensar na religiosidade em questão? Há uma brexinha pra pensar nisso, talvez enquanto você pega um presente e espera por outro? Não.
A sociedade atual, na qual faço parte e não me retiro dessa, não pensa em qualquer outra coisa se não a troca de lembranças, afinal é nisso que se encontra toda a graça do Natal. A felicidade está no dinheiro, no bem material, e não tente confrontar essa ideia, pois quem está lendo certamente faz parte dessa gente. Não quero que aceite a tese mas que apenas a entenda.
É uma grande farsa se você acredita que a religiosidade da festa está na meia-noite do dia 24, onde todo mundo para e faz uma oração. O que é isso, durante toda a festa se faz a balbúrdia e em apenas um minuto se lembra do verdadeiro aniversariante.
Quem é Jesus perto de Papai Noel, dizem as crianças. Para elas, provavelmente quem está nascendo nesse dia é o bom velhinho, e não Cristo. Na realidade, se pararmos pra pensar, o capitalismo vem criandos figuras que o representem pra apagar esse lado "cristão" e implantar seus próprios ideais. É o que acontece com o Papai Noel, no Natal, e o Colho da Pascoa, na data da ressurreição de Cristo, segundo o cristianismo. É um fato incontestável dizer que não se liga mais para o lado religioso, apenas para o lucro. A gana é tanta que é capaz de existirem competições para ver quem recebe mais presentes. Quanto mais caro, melhor claro.
Não estou dizendo para que seus Natais sejam cada vez mais encobertos por rezas e mais rezas, recheados por uma coisa que você não quer que aconteça. Você queria um Natal sem todas essas estripulias, a que já foram introduzidas nessa sua 'cultura'? Claro que não. Apenas quero que você pare e pense na complexidade desse mundo tão sujo em que vivemos. Não se trata da religião apenas, mas de um todo. Preste atenção na vida que você leva, e constatará que ela não passa de uma corrida pelo dinheiro. Quem chegar primeiro, leva o pote de ouro, independentemente da maneira como chegar, passando por tudo e por todos.
Pense nisso. Eu pensei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário